Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Jerusalém aprova construção de mais 20 apartamentos para colonos

Autoridades afirmam que projeto era vigente desde julho do ano passado e era conhecido

Associated Press

24 de março de 2010 | 10h02

JERUSALÉM - A prefeitura de Jerusalém aprovou nesta quarta-feira, 24, a construção de 20 novos apartamentos para colonos judeus na porção oriental da cidade sagrada, medida que poderia levar a uma nova crise diplomática com os EUA.

 

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A notícia surge enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visita Washington para apaziguar as tensões criadas com o governo de Barack Obama sobre os planos de ampliar assentamentos em Jerusalém Oriental.

 

Os EUA veem a expansão dos assentamentos na cidade sagrada como um obstáculo para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos. Israel insiste que Jerusalém não deve ser dividida e defende seu direito de construir na cidade, enquanto as autoridades palestinas reclamam a área oriental, tomada pelos israelenses na Guerra dos Seis dias de 1967, como a capital de seu futuro Estado.

 

O novo projeto é financiado pelo milionário americano Irving Moskowitz. O projeto é demolir um hotel antigo e construir um lote de 20 apartamentos e um estacionamento subterrâneo de três níveis. A aprovação foi constatada por meio de um site pouco antes da reunião dente Obama e Netanyahu na Casa Branca. O encontro aconteceu a portas fechadas e não foi seguido de um comunicado conjunto como de costume, o que indica que o clima diplomático não foi muito bom.

 

Netanyahu, que exigiu ser informado pessoalmente sobre qualquer projeto de construção em Jerusalém Oriental antes de ser aprovado, foi surpreendido pelo anúncio, segundo uma fonte próxima do premiê. Não se sabe, porém, se as novas casas foram assunto na reunião em Washington.

 

A prefeitura de Jerusalém indicou que a aprovação final foi dada há uma semana depois de um lento processo burocrático. Guidi Schmerling, porta-voz da cidade, disse que os planos são conhecidos desde julho de 2009 e que a aprovação foi apenas uma etapa do procedimento. O representante ainda acusou a mídia de exagerar nos relatos sobre os assentamentos, dizendo que buscava "criar uma provocação durante a visita do primeiro-ministro aos EUA".

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