Jerusalém deve ser capital de israelenses e palestinos, diz UE

Cidade, sagrada para três religiões, é um dos principais pontos para a retomada das negociações de paz

Reuters,

08 de dezembro de 2009 | 15h34

Os ministros de Exterior da União Europeia pressionaram Israel nesta terça-feira, 8, a negociar sobre a situação de Jerusalém, dizendo que o local deve ser a capital do Estado Judeu e de um futuro Estado Palestino, algo que o governo israelense rejeita.

 

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"Se deve haver a paz genuína, as negociações devem encontrar uma forma de fazer de Jerusalém a capital de ambos os Estados", disseram os ministros em um comunicado direcionado ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

 

"A União Europeia não reconhecerá mudanças nas fronteiras de antes de 1967 incluindo as que dizem respeito a Jerusalém, apenas as fronteiras acordadas pelas partes", diz o documento, referindo-se à guerra na qual Israel capturou parte do território palestino e Jerusalém Oriental.

 

A situação de Jerusalém - cidade sagrada para o islamismo, o judaísmo e o catolicismo - sempre foi um assunto delicado no conflito do Oriente Médio. Os palestinos querem a porção Oriental da cidade como a capital para seu futuro Estado, o que os israelenses não aceitam.

 

As nações europeias, ainda no comunicado, disseram que a situação da cidade é um ponto chave para a retomada das negociações de paz na região. Um dos pontos abordados foi o pedido às autoridades que cessem a construção de assentamentos em Jerusalém Oriental e a postura discriminatória contra os palestinos que vivem na área.

 

"O Conselho está profundamente preocupado com a situação em Jerusalém Oriental. Tendo em vista os recentes incidentes, o Conselho pede que todas as partes retirem suas ações provocativas e reitera que nunca reconheceu a anexação da cidade ao território israelense. O Conselho pede também que acabe todo o tratamento discriminatório contra os palestinos na Jerusalém Oriental", conclui o documento.

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