Jihad lança foguetes contra Israel após ataque na Cisjordânia

Grupo islâmico diz que ofensiva é retaliação a morte de líder em operação israelense promovida na quarta-feira

Associated Press,

13 de março de 2008 | 09h14

Militantes do grupo Jihad Islâmica em Gaza dispararam foguetes em direção ao sul de Israel nas primeiras horas desta quinta-feira, 13, em resposta a uma operação na qual agentes israelenses mataram um dos líderes da organização rebelde na Cisjordânia na quarta-feira. Ninguém ficou ferido.   Os disparos interrompem um momento de calma na violência que recentemente envolveu rebeldes palestinos radicados na Faixa de Gaza e o Exército israelense e expõem a fragilidade das iniciativas para que Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla o território palestino litorâneo, alcancem uma trégua informal.   O comandante da Jihad Islâmica Mohammed Shehadeh e mais três ativistas do grupo foram sepultados nesta quinta, um dia depois de terem sido mortos em uma ação de agentes israelenses à paisana conduzida em Belém. Os corpos de Shehadeh e de um outro ativista foram envoltos em bandeiras do grupo guerrilheiro pró-iraniano Hezbollah. Durante a procissão fúnebre, dezenas de pessoas entoaram cânticos da guerrilha libanesa.   Um depósito e um estádio de futebol foram atingidos em Sderot, a apenas dois quilômetros da fronteira com Gaza, mas não houve vítimas. Na manhã desta quinta, um avião israelense bombardeou um alvo identificado como uma base de lançamento de foguetes.   O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse que as operações mostram que Israel vai continuar a "perseguir e atacar todos os assassinos com sangue em suas mãos". Daoud Shehab, porta-voz da Jihad Islâmica, disse que Israel "eliminou qualquer chance de falar em calma a esta altura".   Sepultamento   Enquanto isso, o palestino responsável pelo ataque da semana passada contra um seminário judaico de Jerusalém, no qual oito seminaristas e o agressor morreram, foi sepultado no fim da noite de quarta, disse Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense.   Israel reteve o corpo de Alaa Abu Dheim até que a família dele aceitasse sepultá-lo em uma cerimônia sem a presença de jornalistas em meio a temores de que um funeral aberto poderia desencadear mais violência. O sepultamento transcorreu sem sobressaltos e apenas familiares mais próximos estiveram presentes, disse Rosenfeld.

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