John McCain chega ao Iraque em visita surpresa

Pré-candidato republicano nos EUA disse que britânicos estão perdendo a guerra contra o ópio

EFE

16 de março de 2008 | 10h15

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, o senador John McCain, chegou neste domingo, 16, a Bagdá em uma visita surpresa, segundo fontes oficiais iraquianas.Ainda não se sabe os detalhes da viagem de McCain, mas fontes da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá anteciparam que o senador deve se reunir com dirigentes políticos iraquianos e com os comandantes militares dos EUA no Iraque.   Veja também: Apoio de Bush pode prejudicar McCain Bush declara apoio à candidatura de McCain  McCain aproveita trégua republicana para ampliar doações Confira a disputa em cada Estado  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   Um membro do escritório do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, informou à agência de notícias independente iraquiana "Aswat al-Iraq" que McCain se reunirá ao longo do dia deste domingo com o Premie.   Em entrevista ao Sunday Telegraph neste domingo, Mc Cain diz que está insatisfeito com a política britânica no Afeganistão e acredita que Londres está perdendo a guerra contra a produção de drogas, principalmente ópio, nesse país.   O Reino Unido é responsável de desenvolver a estratégia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra as drogas no Afeganistão, mas os cultivos da droga aumentaram 45% no ano passado, em vez de diminuir, na província de Helmand, controlada pelos britânicos.   McCain afirma que, se chegar à Presidência dos Estados Unidos, dedicará seus primeiros meses a revisar a estratégia da Otan, a fim de impedir que os talebãs se beneficiem do narcotráfico. Em declarações anteriores ao "Daily Telegraph", McCain criticou os britânicos por terem saído de Basra, no sul do Iraque, deixando essa cidade à mercê das milícias armadas.   A visita do senador, de 71 anos, ocorre dois dias depois que este expressou seu temor de que uma saída total prematura das tropas americanas do Iraque leve ao "genocídio" e ao "caos" em toda a região.   Em entrevista ao jornal britânico "The Daily Telegraph", McCain - que já visitou o Iraque mais de cinco vezes desde que começou a invasão liderada pelos EUA, em 2003 - disse que um abandono antes de tempo seria uma vitória para a rede terrorista Al Qaeda.   "Um dos debates destas eleições será se os cidadãos americanos querem um candidato que quer sair (do Iraque) tão rápido quanto for possível. Se fizermos isso, a Al Qaeda ganhará e nos seguirá até em casa", previu o senador pelo Arizona.   "Meu desejo é que, se mostrarmos que há êxito no Iraque, nossos aliados europeus virão e ajudarão no grande número de formas que são necessárias, para reconstruir esse país desgarrado pela guerra", acrescentou.    

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