Jornalista britânico é libertado no Iraque

Richard Butler e seu tradutor haviam sido seqüestrados em fevereiro deste ano

WISAM MOHAMMED, REUTERS

14 de abril de 2008 | 10h40

Um jornalista britânico que passou dois meses sequestrado em Basra (sul do Iraque) foi resgatado nesta segunda-feira, 14, por forças iraquianas que fazem uma ofensiva contra militantes na cidade, segundo militares do país. Richard Butler, fotógrafo a serviço da rede norte-americana CBS, parecia bem de saúde e animado após a libertação. Ele e seu intérprete haviam sido capturados por militantes desconhecidos ao saírem de seu hotel, no centro de Basra. O intérprete foi libertado dias depois. "O Exército iraquiano invadiu a casa e dominou meus guardas, e então entrou pela porta", disse Butler, muito sorridente e cercado por autoridades iraquianas, em imagens exibidas por uma TV local. "Eu estava com o capuz, que eu tinha de manter o tempo todo. E eles gritaram alguma coisa para mim e eu retirei o capuz", contou. "Estamos incrivelmente gratos por nosso colega Richard Butler ter sido libertado e estar seguro", disse em nota a CBS. O resgate foi um triunfo importante para as forças iraquianas, que no mês passado protagonizaram uma afobada invasão a Basra, o que resultou em violentos confrontos no sul do país e em Bagdá, mas sem conseguir expulsar os milicianos mascarados das ruas da cidade. Na madrugada de segunda-feira, novos confrontos na favela de Sadr City, em Bagdá, mostraram que a violência iniciada há três semanas parece longe de terminar. Uma multidão irada carregou pelas ruas o caixão de um homem morto em confrontos na favela. Um hospital disse que sete feridos chegaram durante a noite. Os moradores retiravam os destroços de edifícios recém-atingidos pelas batalhas. Forças dos EUA, com ajuda de tanques M1 e helicópteros, disseram ter matado seis homens armados num tiroteio na zona leste da capital durante a noite. Os milicianos teriam atacado uma patrulha com granadas de propulsão. Os EUA não informaram o local exato dos combates, mas a unidade em questão opera perto de Sadr City. Na praça Tayaran, no centro de Bagdá, uma explosão matou cinco pessoas e feriu nove, segundo a polícia. Também durante a madrugada, uma bomba contra uma patrulha dos EUA provocou um incêndio num mercado.

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