Jornalista da Al Jazeera é libertada após desaparecer na Síria

Uma jornalista da Al Jazeera que ficou desaparecida na Síria por três semanas foi libertada após ter sido detida e enviada ao Irã, informou a emissora de TV nesta quarta-feira.

REUTERS

18 de maio de 2011 | 10h42

A Al Jazeera enviou Dorothy Parvaz, de 39 anos, à capital síria, Damasco, para cobrir a onda de protestos que se tornou a mais ousada contestação ao governo de 41 anos do presidente Bashar al-Assad e sua família.

"Na manhã desta quarta-feira, a rede Al Jazeera confirmou que ela foi libertada e está segura e bem de saúde", afirmou a Al Jazeera em um comunicado sobre Parvaz, que tem cidadania norte-americana, canadense e iraniana.

"Ela chegou a Doha, no Catar (onde fica a sede da emissora), no dia 18 de maio em um voo que partiu do Irã", disse a Al Jazeera, acrescentando que Parvaz havia sido proibida de se comunicar com o mundo exterior desde 29 de abril, quando pousou no aeroporto de Damasco.

A embaixada síria em Washington disse na semana passada que Parvaz havia tentado entrar ilegalmente na Síria com um passaporte iraniano vencido, declarando que seu motivo de viagem era o "turismo", mas depois ela admitiu ter apresentado informações falsas às autoridades.

A Síria extraditou a jornalista ao Irã em 1o de maio.

O desaparecimento de Parvaz gerou uma ampla campanha online por sua libertação, incluindo um hashtag no Twitter e uma página no Facebook: "Free Dorothy Parvaz".

Segundo a Al Jazeera, o noivo de Parvaz, Todd Barker, postou no Facebook: "Ela está a salvo em Doha e virá a Vancouver em breve. Mal podemos esperar para vê-la".

Barker disse que a jornalista ficou detida em regime de isolamento na prisão de Evin, em Teerã, e foi interrogada, mas tratada com respeito, segundo o Seattle Times, onde ela trabalhou anteriormente.

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