Jornalista dos EUA deve deixar Irã na próxima semana--advogado

A jornalista nascida nos Estados Unidos Roxana Saberi está bem e deve deixar o Irã na próxima semana após ter sido absolvida nas acusações de espionagem para o governo norte-americano, informou seu advogado nesta terça-feira.

REUTERS

12 de maio de 2009 | 09h42

O advogado Abdolsamad Khorramshahi, falando um dia após a sentença de Saberi ter sido reduzida de oito anos para uma condicional de dois anos, considerou a decisão da corte de apelação no caso como "muito justa".

Ele disse à Reuters que a jornalista freelance de 32 anos havia "aceitado que ela tinha cometido um erro e tido acesso a documentos que ela não deveria ter tido. Mas não havia qualquer prova de informação confidencial."

Sua libertação na segunda-feira afastou qualquer obstáculo na tentativa do presidente norte-americano, Barack Obama, de melhorar as relações dos Estados Unidos com o Irã após três décadas de desconfiança mútua.

Obama saudou a libertação de Saberi pelo Irã como um "gesto humanitário" após mais de três meses de prisão.

"Ela está bem. Ela pode deixar o país na próxima semana, mas não há certeza, já que ela tem algumas pendências para cuidar", disse seu advogado. "O que é importante é que ela não está enfrentando qualquer restrição legal para sua partida", acrescentou.

Saberi, uma cidadã dos dois países, Irã e Estados Unidos, foi presa em janeiro por trabalhar na República Islâmica após sua credencial de imprensa ter expirado. Mais tarde ela foi acusada de espionagem, uma acusação que pode levar à sentença de morte.

Os Estados Unidos disseram que as acusações de espionagem eram sem fundamento e ordenou sua libertação imediata. Teerã não reconhece a dupla nacionalidade e pediu a Washington para não interferir nas questões.

Obama ofereceu ao Irã um novo início nas relações, ainda que o Irã dissesse que Washington precisa primeiro mostrar uma real mudança na política.

(Reportagem de Hashem Kalantari)

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