Jornalista norte-americana é julgada por espionagem no Irã

A jornalista de nacionalidade norte-americana e iraniana Roxana Saberi foi a julgamento por espionagem para os Estados Unidos, e A Justiça deve proferir um veredicto em breve, disse o judiciário iraniano na terça-feira.

HOSSEIN JASEB E FREDRIK DAHL, REUTERS

14 de abril de 2009 | 08h58

Washington diz que as acusações contra Saberi, que trabalhou para a BBC, a National Public Radio e outros veículos, não têm base e exigiu sua imediata libertação.

O caso da jornalista coincide com rumores de uma possível aproximação entre Estados Unidos e Irã, depois que o novo presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu um recomeço nos compromissos com os iranianos, se esses descerrarem seus punhos.

O porta-voz da Justiça Alireza Jamshidi disse em uma coletiva de imprensa que o julgamento começou na segunda-feira em uma Corte Revolucionária responsável por questões de segurança de Estado. "Sua acusação foi espionar para estrangeiros... Ela espionou para os Estados Unidos."

Sob o código penal iraniano, espionagem pode acarretar pena de morte. A república islâmica no ano passado executou um executivo iraniano condenado por espionar assuntos militares para Israel.

Saberi, 31 anos, é cidadã tanto dos Estados Unidos quanto do Irã, mas Teerã não reconhece dupla nacionalidade. E anunciou as acusações contra ela na semana passada.

Jamshidi disse que Saberi, uma repórter freelancer nascida nos Estados Unidos, já submeteu seus últimos argumentos de defesa no caso. Ela foi presa no final de janeiro por trabalhar no Irã depois de sua credencial de imprensa ter expirado.

O advogado da jornalista não fez comentários sobre o julgamento.

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