Jornalistas dos EUA desaparecidos estão sob custódia síria

Governo de Damasco afirma que os dois tentaram entrar ilegalmente no país pela fronteira com o Líbano

Efe,

09 de outubro de 2008 | 11h41

O governo da Síria confirmou nesta quinta-feira, 9, que os dois jornalistas americanos que estavam desaparecidos desde semana passada foram detidos por tentarem entrar ilegalmente no país, segundo um comunicado oficial. Holli Chmela, de 27 anos, e Taylor Luck, de 23, trabalham para o jornal Jordan Times e estavam sem entrar em contato com a publicação - motivo pelo qual foram considerados desaparecidos - desde que deixaram um hotel em Beirute, capital do Líbano, em 30 de setembro. No entanto, um comunicado do Ministério de Relações Exteriores divulgado nesta quinta informou que os jornalistas estão em poder das autoridades locais "porque entraram na Síria ilegalmente através da fronteira". O comunicado, citado pela agência oficial Sana, acrescenta que os dois jornalistas chegaram ao país ajudados por um contrabandista. O Ministério informou também que representantes da embaixada dos Estados Unidos em Damasco foram chamados pelas autoridades para serem informados do tema. "As autoridades sírias estão interrogando os americanos para saber como entraram (no país) sem obter o visto. Eles serão entregues à embaixada dos EUA em Damasco quando terminarem os procedimentos", diz a nota oficial. No último dia 1º, Chmela e Luck haviam dito a um amigo que viajariam de Beirute para Trípoli, no norte do Líbano, através de Byblos. Eles seguiriam por terra para a Síria antes de retornarem à Jordânia, onde deviam voltar ao trabalho no dia 4.

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