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Jornalistas fazem protesto contra a censura no Iraque

Profissionais reclamam de 'crescente' influência do governo sobre a imprensa, a internet e os livros

Natalia Antelava, BBC

14 de agosto de 2009 | 14h12

Cerca de 200 jornalistas, escritores e editores de livros se reuniram nesta sexta-feira no centro de Bagdá, no Iraque, para protestar contra o que eles dizem ser uma crescente interferência do Estado no trabalho deles.

A manifestação ocorreu como reação à recente decisão do governo iraquiano de impor novas regras de censura a livros no país e de proibir sites tidos como disseminadores de pornografia, terrorismo e prostituição.

A Associação de Proteção a Jornalistas alega que o número de processos judiciais contra profissionais dos meios de comunicação aumentou dramaticamente, especialmente contra aqueles que tentam investigar histórias relacionadas à segurança ou à corrupção no governo. Há alguns meses, o primeiro-ministro, Nouri Al-Maliki, disse a repórteres para serem mais cooperativos e menos críticos em relação ao governo.

 

 

Liberdade expressão

O discurso foi considerado perturbador para profissionais que, durante anos, viveram sem nenhuma liberdade de expressão. Desde a queda de Saddam Hussein, os meios de comunicação iraquianos vinham atravessando uma fase mais criativa e positiva.

Mas desde o ano passado, quando a segurança no Iraque começou a melhorar e o governo passou a ganhar mais força, jornalistas voltaram a reclamar de uma nova pressão vinda das autoridades. Segundo organizações de defesa dos jornalistas, o Iraque é um dos países mais perigosos do mundo para a prática da profissão.

 

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