Juiz manda deter onze militares e seis civis no Líbano

Detidos são acusados de atentar contra a ordem pública e de portar armas sem licença

EFE

03 de fevereiro de 2008 | 02h26

Um juiz do Líbano mandou deter onze militares e seis civis ligados a confrontos entre manifestantes xiitas e tropas que deixaram sete mortos e 28 feridos no dia 27 de janeiro, informam neste domingo fontes judiciais. O magistrado militar Jean Fahd ordenou as detenções, após os distúrbios protagonizados pelo Exército e por moradores do sul de Beirute em 27 de janeiro em protesto contra os cortes de eletricidade e a deterioração da qualidade de vida no país. Os detidos, entre eles oficiais e soldados, são acusados de atentar contra a ordem pública e de portar armas sem licença. O juiz tomou essa decisão após ouvir o depoimento de 85 moradores e de mais de 120 soldados que participaram dos choques, e após ver as imagens gravadas pelo circuito interno da televisão estatal e os vídeos de vários veículos de comunicação. Os distúrbios começaram em 27 de janeiro quando um grupo de jovens do setor da igreja de Mar Mikhael, no bairro de Beirute de Chyeh, queimou pneus para interromper o tráfego em protesto contra os cortes de eletricidade. O Exército libanês tentou liberar o caminho, mas os manifestantes voltaram a fechá-lo e apedrejaram os soldados, que atiraram para o alto para dispersar os ativistas. Além disso, no bairro de Ain Remmaneh, de maioria cristã, um grupo de partidários da milícia Hezbollah entrou e jogou uma granada de mão que deixou várias pessoas feridas. O Líbano vive uma profunda crise de liderança política nos últimos meses, pois o Parlamento não consegue escolher um novo presidente para o país. O impasse se dá entre os que apóiam a maioria governista pró-americana e a oposição, comandada pelo Hezbollah.

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