Juiz processa 3 militares dos EUA por repórter morto no Iraque

Oficiais são acusados pela responsabilidade ao ataque em 2003 contra hotel que hospedava imprensa em Bagdá

Efe,

21 de maio de 2009 | 09h20

Um juiz espanhol decidiu nesta quinta-feira, 21, processar novamente três militares americanos pela morte do cinegrafista espanhol José Couso em Bagdá em 2003, alegando que há "indícios racionais" de criminalidade.

 

A decisão foi do juiz da Audiência Nacional Santiago Pedraz em um auto emitido após receber recentemente a declaração por escrito como testemunhas dos ex-ministros espanhóis de Defesa Federico Trillo e de Exteriores Ana Palácio. O jornalista morreu em 8 de abril de 2003 devido a ferimentos causados por um projétil disparado por um tanque americano contra o Hotel Palestina de Bagdá, onde estava hospedada grande parte da imprensa internacional que cobria a Guerra do Iraque.

 

Em 2007, o juiz já tinha processado o sargento Thomas Gibson e os superiores do militar, o tenente-coronel Philip de Camp e o capitão Philip Wolford, pelos crimes homicídio doloso (com intenção de matar) e contra a comunidade internacional, embora a sala penal deste tribunal tenha revogado a decisão um ano depois. Apesar dessa decisão, na qual a Audiência Nacional apoiou a posição da Promotoria, que pediu o arquivamento da causa, o magistrado a reativou e intimou Trillo e Palacio a depor.

 

Além disso, pediu ao Ministério da Defesa que designasse dois especialistas em armamento para determinar a "capacidade destrutiva" do projétil lançado do carro de combate americano contra o hotel, em um ataque que matou Couso e o repórter Taras Protsyuk, da agência Reuters. O magistrado afirma que a ordem direta de disparar contra o hotel partiu de De Camp, chefe do regimento de blindados, que a transmitiu ao capitão Wolford, ao comando da unidade, e que o autor material do disparo foi o sargento Gibson.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.