Juiz que condenou Saddam critica modo como ele foi executado

Para magistrado curdo, ex-ditador iraquiano foi enforcado de maneira incivilizada e atrasada

Efe,

30 de abril de 2008 | 09h16

O juiz iraquiano Rauf Rashid Abdel-Rahman, que condenou Saddam Hussein à morte e que agora se ocupa do julgamento de seu vice-primeiro-ministro Tareq Aziz, criticou a forma como o ex-ditador foi executado, informou nesta quarta-feira, 30, a agência Aswat al-Iraq. Para o magistrado curdo, Saddam foi enforcado "de maneira incivilizada e atrasada", após ter sido declarado culpado de crimes contra a humanidade. "O código penal, desde o estabelecimento do Estado iraquiano, não aprova o enforcamento dos condenados em público", assinalou Abdel-Rahman, que destacou ainda que, de acordo com a lei, não é permitida a execução "durante festas oficiais e ocasiões religiosas".  O ditador morreu na forca no dia 30 de dezembro de 2006, que nesse ano coincidiu com a celebração de uma das festividades mais importantes do calendário muçulmano, a Festa do Sacrifício. A coincidência gerou várias críticas de outros países árabes e islâmicos, além de organizações pró-direitos humanos e Estados ocidentais. Nas cenas de sua execução que foram gravadas e distribuídas pela internet clandestinamente era possível ouvir alguns dos presentes insultando o ex-presidente. Saddam foi condenado à morte após ser declarado culpado de "crimes contra a humanidade" por ordenar a execução de 148 xiitas após uma tentativa de assassinato contra ele na cidade de Dujail, 65 quilômetros ao norte de Bagdá. Seu meio-irmão Barzan al-Tikriti, assim como o vice-presidente Taha Yassin Ramadan e o chefe do Tribunal Revolucionário Bandar Awad foram executados pelas mesmas acusações.

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