Julgamento de vice foragido do Iraque é adiado de novo

O julgamento do foragido vice-presidente iraquiano Tareq al Hashemi, acusado de comandar esquadrões da morte, foi adiado na quinta-feira pela segunda vez, enquanto o político continua refugiado na Turquia, e seu caso provoca uma crise no governo multissectário do país.

REUTERS

10 Maio 2012 | 10h52

Hashemi, dirigente sunita do bloco parlamentar Iraqiya, fugiu de Bagdá em dezembro, quando o primeiro-ministro Nuri al Maliki, xiita, determinou sua prisão, dias depois da retirada dos últimos soldados norte-americanos do país.

O vice-presidente é procurado pela Interpol por acusações de homicídio, que ele nega. O Iraqiya se diz vítima de uma perseguição movida por Maliki para consolidar seu poder.

Advogados de Hashemi querem que ele seja julgado num fórum especial, e afirmam que a investigação está repleta de erros judiciais. Eles apresentaram um recurso à Corte Federal do Iraque, que determinou que o processo seja retomado em 15 de maio.

A crise envolvendo Hashemi ameaça abalar a delicada partilha de poderes entre xiitas, sunitas e curdos no Iraque, e gera temores de uma reabertura do conflito sectário que dominou o país em 2006/07.

Líderes do país marcaram uma conferência nacional para tentar resolver suas divergências, mas alguns críticos de Maliki dizem que tentarão aprovar uma moção de censura parlamentar ao líder xiita.

(Reportagem de Suadad al-Salhy)

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