Justiça do Egito condena 26 membros do Hezbollah à prisão

Acusados estariam planejando ataques em áreas turísticas e navios

BBC e EFE

28 de abril de 2010 | 12h16

CAIRO - Um tribunal da segurança do Estado egípcio condenou 26 membros de vários países de uma célula terrorista liderada por um ativista do grupo libanês Hezbollah a penas que vão dos seis meses de prisão à cadeia perpétua e não podem ser recorridas.

 

Quatro acusados, entre os que há um libanês, um palestino e dois egípcios, foram condenados à prisão perpétua, que representa uma condenação efetiva de 25 anos no Egito.

 

O juiz do tribunal, Adel Abdel Salam Goma, disse que os réus "planejavam causar danos à economia do Egito e desestabilizar a segurança do país, objetivos que não alcançaram, com ataque terroristas a navios e pontos turísticos".

 

No ano passado o líder do Hezbollah Hassan Nasrallah confirmou que Shihab, um dos condenados, era um membro do grupo no Egito e que ajudava aliados palestinos a cruzar armas na fronteira para Gaza.

Entretanto o Egito afirma que prendeu o grupo por suspeita de planejar ataques.

 

Promotores afirmaram que o Hezbollah havia dito ao homem para coletar informações de vilas ao longo da fronteira entre Egito e Gaza, pontos turísticos e do Canal de Suez.

 

O grupo havia recebido equipamento do Hezbollah, e havia sido também enviado para espalhar a ideologia xiita em um país predominantemente sunita, disse o governo egípcio.

 

No começo do julgamento foi dito que pelo mesmo um dos acusados afirmou que havia sido torturado enquanto estava sob custódia.

 

O Hezbollah diz que as acusações têm motivações políticas. O grupo apoia o Hamas - o movimento islâmico que controla Gaza - e tem criticado fortemente o apoio Egito dado a Israel.

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