Kadafi diz que continuará lutando e promete sair vitorioso

Ditador enfrenta revolta para derrubá-lo há um mês e, desde sábado, forças armadas internacionais

estadão.com.br

22 de março de 2011 | 18h54

Atualizado às 21h16

 

Imagem da televisão estatal líbia mostra Kadafi discursando.

 

TRÍPOLI - O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, prometeu nesta terça-feira, 22, continuar lutando contra os rebeldes que querem derrubá-lo e contra as forças internacionais que atuam no país e disse a seus seguidores que sairá vitorioso da guerra. "Seremos vitoriosos no fim", disse o coronel em breve declaração na capital do país, Trípoli, transmitida ao vivo pela televisão.

 

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Kadafi, que no início da revolução popular aparecia quase que diariamente em público para pedir o apoio de seus seguidores, estava há dias sem se pronunciar. Rumores de que o ditador havia fugido de Trípoli chegaram a circular entre os insurgentes, que voltaram a ganhar força após o início das ações militares contra as tropas do coronel.

 

O líder líbio denunciou os ataques da coalizão contra suas tropas, mas disse que vencerá "a curto ou a longo prazo". Segundo o canal estatal da Líbia, que transmitiu o comunicado, Kadafi estava em sua propriedade em Bab Al-Aziziya, o mesmo local que foi atingido por um míssil no domingo.

 

"Não vamos nos render. Vamos derrotá-los de qualquer forma. Estamos prontos para a luta, seja ela longa ou curta. Venceremos no final". Como em seus outros discursos, o ditador reiterou que não deixará a Líbia. "Vou ficar aqui. É minha casa, é meu abrigo. Estou aqui, estou aqui, estou aqui", disse Kadafi aos seus apoiadores.

 

"Há manifestações em todos os lugares contra esse ataque injusto, que viola os princípios das Nações Unidas. Esses ataques são feitos por um bando de fascistas que acabarão nas lixeiras da história", concluiu.

 

A coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia, Holanda e Espanha deu início no sábado a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nesta terça, Washington, Londres e Paris concordaram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve desempenhar um papel na incursão.

 

A resolução da ONU prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da ação internacional, os insurgentes ganharam força. Eles querem derrubar o ditador.

 

Com Associated Press e Reuters

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