Kadafi nega rendição e promete 'lutar até a morte' na Líbia

'Somos mais fortes que suas armas e seus aviões', disse o ditador, referindo-se à Otan

Reuters e Associated Press

07 de junho de 2011 | 12h59

RABAT - O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, prometeu nesta terça-feira, 7, lutar até o fim contra a insurgência que tenta derrubá-lo depois que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) intensificou os ataques aéreos contra a capital Trípoli. A mensagem em áudio foi transmitida ao vivo pela televisão estatal.

 

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"Nós não vamos nos ajoelhar! Temos apenas uma escolha: ficar na nossa terra vivos ou mortos. Não vamos nos render!", disse ele em um discurso exaltado, pedindo aos seus simpatizantes que se dirijam ao complexo de Bab al-Aziziya, atingido diversas vezes por ataques da Otan nesta terça-feira.

 

 

"Somos mais fortes que suas armas, que seus aviões. As vozes dos líbios são mais fortes que o som das explosões", disse o ditador, chamando os rebeldes de "bastardos". A data da gravação não foi revelada, mas a mensagem indica que ela pode ter sido produzida nesta terça.

 

 

Várias instalações do ditador foram atingidas em Trípoli nesta terça, algumas durante a transmissão da gravação. De acordo com a televisão estatal, vários edifícios do complexo do ditador sofreram danos significativos. A Otan tem atacado alvos durante o dia.

 

Desde o ataque de abril que acertou uma de suas casas e matou um de seus filhos e três netos, Kadafi tem se mantido escondido. O último telefonema conhecido do ditador durou menos de um minuto e foi realizado em maio. A última vez em que ele foi visto foi em uma gravação em vídeo divulgada no fim do mês passado, quando se encontrou com o presidente sul-africano Jacob Zuma.

 

Membros da Otan alertaram durante os últimos dias que eles aumentariam a intensidade dos ataques na campanha da Líbia, que já dura dois meses. A aliança ajuda os rebeldes que querem encerrar o regime de Kadafi, que já dura 41 anos. Os insurgentes já dominaram a parte leste do país, onde instituíram o próprio governo.

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