Karzai aprova plano para nova força policial do Afeganistão

Tema é sensível para afegãos, que ainda se lembram das milícias durante a ocupação soviética

Reuters,

15 de julho de 2010 | 11h40

CABUL - O presidente do Afeganistão Hamid Karzai aprovou um controverso plano americano para uma nova força de defesa local para ajudar a derrubar a crescente insurgência taleban.

 

A formação de uma Força Policial Local (LPF em inglês) é um tema sensível para afegãos que se lembram das notórias milícias mobilizadas pelos soviéticos durante sua ocupação na década de 80, e o papel que desempenharam na sangrenta guerra civil que sucedeu

 

Autoridades afegãs disseram que Karzai resistiu por muito tempo à pressão de Washington para criar unidades similares em áreas onde a insurgência era mais forte, mas finalmente concordou com a ideia na quarta-feira.

 

Estavam presentes os altos oficiais do governo, o comandante da Isaf - liderada pela OTAN -, general David Petraeus e o embaixador dos Estados Unidos em Cabul, divulgou o gabinete de Karzai em um comunicado.

 

Os 150 mil soldados da Isaf estão sofrendo muitas casualidades enquanto tentam controlar o taleban em seu território principal no sul do país, e os EUA querem que Karzai tenha mais responsabilidade pelo segurança antes de uma retirada gradual de tropas que começa no ano que vem.

 

Quase 2 mil membros do serviço estrangeiro morreram no conflito afegão - mais de 100 só no último mês.

 

"O tamanho, salário e período no qual será necessária, será decidido pelo ministério do Interior", disse Hamid Elmi, um porta-voz de Karzai. "Eles (LPFs) serão formadas em áreas conde há a insurgência.

 

Elmi disse que o governo não planeja prover armas à força, cujos membros possuiriam suas próprias armas. Muitos afegãos, particularmente nas aéreas rurais, possuem algum tipo de arma escondida mas ao alcance de suas mãos, um legado de décadas de conflitos.

 

Respondendo ao Ministério do Interior, a LPF terá como tarefa ajudar a Polícia Nacional Afegã (ANP) com a proteção de suas respectivas áreas de ataque de insurgentes.

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