Khamenei pede a milícia para combater a propaganda inimiga de descrédito ao Irã

Aiatolá diz que esse tipo de estratágia 'demosntra o fracasso do Ocidente'

Efe

24 de outubro de 2010 | 20h21

TEERÃ - O líder supremo da Revolução Iraniana, Aiatolá Ali Khamenei, instou neste domingo, 24, as milícias de voluntários islâmicos "Basij" a combater o que denominou "a campanha ocidental de descrédito ao Irã".

 

Em um ato na cidade santa de Qom, a cerca de 130 km de Teerã, a autoridade máxima do regime iraniano assegurou que esta estratégia "demonstra o fracasso e a debilidade do inimigo frente ao progresso da nação e do governo do Irã em diferentes campos".

 

"Hoje em dia, apresentar uma imagem falsa da realidade do Irã é uma das principais táticas na agenda do inimigo dentro de sua guerra branda", afirmou Khamenei, citado pela agência de notícias local Fars.

 

"Os inimigos empreenderam uma campanha de propaganda que trata de mostrar que o país está sumido em uma atmosfera de desesperança e paralisia econômica, enquanto na realidade é o contrário", acrescentou.

 

Khamenei, cujo poder é abrangente, iniciou nesta semana um giro pela cidade de Qom, centro clerical do xiismo iraniano, que segundo especialistas da região, tenta silenciar as críticas de alguns grandes aiatolás sobre a situação instável que o país atravessa.

 

Desde junho de 2009, data em que o presidente Mahmud Ahmadinejad foi reeleito entre manifestações, protestos e denúncias de fraude por parte da oposição, o Irã encontra-se em sua pior crise política e social desde 1979, quando foi deposta a monarquia de Pahlevi.

 

Durante a violenta repressão dos protestos, a milícia "Basij", um corpo de voluntários civis criado durante a Revolução Islâmica para propagar e defender a ideologia do novo regime, desempenhou um papel crucial.

 

Durante as manifestações, o regime iraniano acusou o Ocidente, e em particular os Estados Unidos e o Reino Unido, de conspirar com a oposição para derrotar o atual sistema através do que denominou uma "revolução de veludo" ou "guerra branda".

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