Lei israelense pode ajudar Netanyahu a cumprir exigência dos EUA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conquistou uma aprovação preliminar do Parlamento nesta segunda-feira a um projeto de lei que pode ajudar sua coalizão de direita a cumprir a exigência dos Estados Unidos sobre o congelamento da construção de assentamentos judeus em territórios ocupados.

ALLYN FISHER-ILAN, REUTERS

27 de julho de 2009 | 19h28

A medida pode tornar mais fácil fragmentar o partido de oposição Kadima, de centro, em diversas facções separadas que poderiam optar em apoiar o governo de Netanyahu.

A aprovação do projeto durante uma primeira leitura no parlamento ocorreu após a visita do enviado dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, que esteve na região em busca de uma fórmula que congele a construção de assentamentos judeus em territórios capturados por Israel na Guerra dos Seis Dias em 1967 para que as negociações de paz possam recomeçar.

Netanyahu tem se oposto à exigência do governo norte-americano de suspender a construção dos assentamentos para dar reinício às conversas entre israelenses e palestinos.

A coalizão de Netanyahu tem uma maioria sólida de 74 assentos no Parlamento de 120 membros, mas muitos deles estão a favor dos colonos e devem se opor a qualquer plano que impeça a atividade se assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Se for aprovada por outras duas votações ainda esta semana, a medida permitirá que partidos se dividam em facções menores do que o permitido atualmente.

No caso do Kadima, no qual alguns membros liderados pelo ex-ministro da Defesa, Shaul Mofaz, são politicamente mais próximos a Netanyahu do que à ex-ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni, a lei permitirá que apenas sete parlamentares formem uma facção que pode, possivelmente, se aliar ao líder direitista.

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