Lei israelense sobre deportação de palestinos é 'limpeza étnica', diz Síria

Decreto do Estado judeu pode afetar milhares de 'estrangeiros' residentes na Cisjordânia

Efe

13 de abril de 2010 | 15h39

DAMASCO - A lei israelense que abre as portas para a deportação de milhares de palestinos da Cisjordânia, que entrou em vigor nesta terça-feira, 13, significa "uma limpeza étnica como política", afirmou o governo da Síria.

 

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Em comunicado citado pela agência de notícias síria Sana, um porta-voz do Ministério de Exteriores declarou que a norma "constitui uma flagrante violação das leis internacionais e dos direitos humanos". "Esta decisão significa adotar a limpeza étnica como política e é mais um passo rumo às deportações maciças, com o objetivo de esvaziar a terra de seu povo", afirma.

 

O porta-voz afirma que seu país considera necessário que os árabes e a comunidade internacional deem passos para condenar esta decisão e que evitem sua entrada em vigor. "A Síria acredita que continuar dando impunidade a Israel é extremamente perigoso, já que permite que o país continue ignorando as leis e toda a comunidade internacional", segundo a nota.

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