Libaneses concordam em escolher presidente em 24 horas

Acordo permite ainda a formação de um Governo de união nacional e a aprovação da lei eleitoral de 1960

Efe,

21 de maio de 2008 | 05h13

As diferentes facções libanesas encerraram nesta quarta-feira, 21, suas negociações em Doha com um acordo que permite escolher um presidente para o país dentro de 24 horas, assim como a formação de um Governo e a aprovação de uma lei eleitoral. Veja também:Rivais libaneses chegam a acordo para encerrar crise No acordo, anunciado oficialmente em uma sessão de encerramento transmitida ao vivo pela emissora de TV "Al Jazera", a maioria parlamentar e a oposição, liderada pelo grupo xiita pró-iraniano Hisbolá, se comprometem a "não voltar a utilizar as armas para conseguir objetivos políticos". Na sessão de encerramento, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, anunciou ainda o fim do acampamento que a oposição mantém há um ano e meio no centro de Beirute em protesto contra o que considerava um Executivo ilegítimo. Estiveram presentes na reunião final os dirigentes e representantes da maioria e da oposição, incluindo o primeiro-ministro Fouad Siniora, que qualificou o acordo de "histórico", e ressaltou que os diferentes grupos "se comprometeram a aceitar um ao outro e a continuar o diálogo de modo democrático". O pacto prevê a escolha do comandante do Exército libanês, Michel Suleiman, como sucessor do ex-presidente Émile Lahoud, que deixou o cargo no dia 24 de novembro, após o fim de seu mandato, segundo fontes libanesas citadas pela "Al Jazera". Também permite a formação de um Governo de união nacional composto por 30 ministros, 16 deles da maioria e 11 da oposição, enquanto os três restantes serão nomeados pelo presidente, declarou o primeiro-ministro do Catar, o xeque Hamad Bin Jassim. O diálogo entre as facções libanesas começou no sábado passado em Doha, graças à mediação do Catar e da Liga Árabe, e o acordo põe fim aos enfrentamentos gerados em 7 de maio, que causaram a morte de mais de 60 pessoas.

Tudo o que sabemos sobre:
Líbano

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.