Líbano adia eleição e general pode se tornar presidente

Objetivo da decisão é dar mais tempo paras as negociações entre governo e oposição

Associated Press,

29 de novembro de 2007 | 17h12

Após ser adiada pela quinta vez na semana passada, a eleição para a presidência do Líbano voltou a ser postergada nesta quinta-feira, 29, informou o presidente do Parlamento, Nabih Berri. Segundo ele, o objetivo da decisão é dar mais tempo paras as negociações entre governo e oposição.   A eleição, que seria realizada pelo Parlamento nesta sexta-feira, 30, foi adiada para daqui a uma semana, no dia 7 de dezembro. Esta é a sexta vez que os libaneses adiam o pleito, dado que o governo anti-Síria do premiê Fuad Siniora não consegue chegar a um consenso com a oposição pró-síria.   Liderança   Também nesta quinta-feira, o líder da oposição Michel Aoun disse que apoiaria um eventual período de presidência temporária com o comandante do Exército, Michel Suleiman, como chefe de Estado. O apoio de Aoun representa um avanço de Suleiman em sua busca pela presidência. O cargo de líder do país está vago desde a semana passada, quando o então presidente Emile Lahoud renunciou sem deixar nenhum sucessor.   Para Suleiman ser eleito, o parlamento terá de alterar a constituição para prevenir que funcionários do alto escalão do governo, incluindo comandantes do Exército, se candidatem enquanto ele estiver no poder.   "É uma grande honra para os militares terem um de seus comandantes como candidato", firmou Aoun após uma reunião de seu bloco. "Esperamos que após a remoção desse obstáculo constitucional o general Suleiman seja nosso candidato."   A assembléia foi marcada para sexta-feira para tentar novamente eleger um presidente, mas é quase certo que não conseguirá atingir os dois terços do quorum necessários para alterar a constituição.   Questionado se iria apoiar qualquer emenda constitucional para abrir o caminho para Suleiman, Aoun respondeu: "Não me oporei. Agora mesmo aceito o acordo".   Aoun, como Suleiman um maronita católico (requisito para se tornar presidente, segundo o sistema político libanês), tentou se candidatar anteriormente. Agora, porém, com o apoio de seus aliados do Hezbollah apoiando Suleiman, suas chances de vitória eram mínimas.   Matéria ampliada às 18h58

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