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Líbano adia eleição presidencial pela décima vez

Escolha do novo chefe de governo deve acontecer no dia 29 de dezembro; cargo está vago desde novembro

Agências internacionais,

21 de dezembro de 2007 | 15h56

A eleição presidencial libanesa, prevista para este sábado, 22, foi adiada pela décima vez, segundo um porta-voz do Parlamento afirmou nesta sexta. A escolha do chefe de governo do país deve ser feita no dia 29 de dezembro.   A Presidência libanesa, reservada a um cristão maronita segundo prevê o sistema de divisão de poder vigente no país, permanece vaga desde que o presidente pró-Síria Emile Lahoud chegou ao fim de seu mandato, no dia 23 de novembro.   Líderes libaneses concordaram em indicar como candidato o chefe das Forças Armadas do Líbano, Michel Suleiman. A candidatura de Suleiman soou com força nos últimos dias e já foi apoiada oficialmente pela maioria parlamentar anti-Síria.    Segundo a BBC, sua nomeação dependeria de uma emenda na Constituição do país. Pelo artigo 49 da Constituição libanesa, um servidor público, incluindo militares, só pode assumir cargos políticos dois anos depois de terem deixado seus postos.   O vácuo de poder no Líbano é apenas mais um capítulo de uma longa série de eventos que começou com a guerra entre o Hezbollah e Israel, em 2006. Após o conflito, de 34 dias, que matou mais de 1,2 mil libaneses (a maioria civis) e 157 israelenses (a maioria militares).   Depois da guerra, a oposição libanesa pró-Síria, liderada pelo Hezbollah, exigiu a dissolução do governo de do primeiro ministro Fouad Siniora e a formação de outro de unidade nacional. O bloco governista, anti-Síria e apoiado pelo Ocidente, negou qualquer negociação.   Desde dezembro do ano passado, militantes oposicionistas acampam ao redor do prédio do governo para exigir a renúncia de Siniora. Isso levou a um breve confronto entre militantes dos dois lados em janeiro.   Em maio a situação se agravou, quando o Exército libanês envolveu-se em conflitos com militantes radicais no norte do país, no campo de refugiados palestinos de Nahr Al-Bared. Mais de 400 pessoas morreram durante os cerca de três meses de confrontos.

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