Líbano adia eleições presidenciais pela 17a vez

O Líbano adiou nesta segunda-feira aseleições presidenciais --de 25 de março para 22 de abril. É a17a vez que isso acontece, devido à crise política. O atraso, anunciado pelo presidente da Câmara, Nabih Berri,significa que não haverá presidente libanês para comparecer àconferência árabe, que ocorrerá nos dias 29 e 30 deste mês emDamasco, capital da Síria. As divergências árabes em relação ao Líbano já minaram oencontro. A Arábia Saudita anunciou na segunda-feira quemandará uma delegação pequena para a conferência anual. A crise política no Líbano -- a pior desde a guerra civilque durou de 1975 a 1990-- paralisou o governo, deixou aPresidência vaga desde novembro e despertou violentas lutassectárias. O conflito também enfraqueceu os laços entre a Síria e aArábia Saudita, que apóiam diferentes lados na disputa. A Arábia Saudita apóia a coalizão governista de Beirute,que também tem o amparo da França e dos Estados Unidos. Já aSíria e seu aliado Irã defendem a aliança liderada peloHezbollah. Os rivais libaneses concordaram que o chefe do Exército,general Michel Suleiman, deve assumir a Presidência, mas aconfirmação por parte do Parlamento tem sido adiada devido àdisputa pelo gabinete que será formado depois das eleições. O Parlamento não pode eleger um presidente, a não ser quehaja um acordo entre grupos rivais que assegurará o quórum paraa votação. (Reportagem de Laila Bassam)

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