Líbano adia novamente eleição presidencial; pleito será dia 11

As eleições presidenciais no Líbanoforam adiadas mais uma vez, nesta sexta-feira, apesar de umacordo selado entre líderes rivais para dar o cargo ao chefedas Forças Armadas, Michel Suleiman. Os parlamentares reuniram-se no prédio do PoderLegislativo, localizado no centro de Beirute e envolto em umgrande esquema de segurança, para uma sessão de votação a seriniciada às 13h (9h em Brasília). Mas a sessão acabou adiada para terça-feira ao meio-dia (8hem Brasília), fazendo desta a sétima vez em que o processo épostergado desde 25 de setembro. O presidente do Parlamento, Nabih Berri, um dos líderes daoposição, anunciou o adiamento em um comunicado lido em nomedele depois de conversar com o líder do bloco majoritário, Saadal-Hariri. A transferência da sessão para o dia 11 de dezembro mostraque os dois lados acreditam estar perto de firmar um acordoamplo de compartilhamento de poder capaz de garantir o quorumnecessário de dois terços para eleger Suleiman. As negociações diretas entre a maioria governista,contrária à Síria, e a oposição liderada pelo Hezbollah --intermediadas pelo ministro das Relações Exteriores da França,Bernard Kouchner, nesta semana -- não conseguiram chegar a umacordo sobre como reformar a Constituição para permitir aeleição de Suleiman. Michel Aoun, líder da oposição cristã e que também fezalgumas exigências, ainda não consentiu com o novo plano. "As coisas estão caminhando na direção certa, masprecisamos de mais tempo", afirmou um político. A Presidência libanesa, reservada a um cristão maronitasegundo prevê o sistema de divisão de poder vigente no país,permanece vaga desde que o presidente pró-Síria Emile Lahoudchegou ao fim de seu mandato, no dia 23 de novembro. Suleiman, de 59 anos, surgiu como nome de consenso depoisde Hariri e seus aliados terem aberto mão da exigência deeleger um candidato claramente contrário à influência síriasobre o Líbano. O comandante das Forças Armadas, que possui boas relaçõescom o Hezbollah, foi nomeado para esse cargo em 1998, quando aSíria controlava o Líbano. (Reportagem adicional de Nadim Ladki e Tom Perry) REUTERS PF

LAILA BASSAM, REUTERS

07 de dezembro de 2007 | 12h02

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