Líbano anuncia formação de novo governo após adiamento

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, anunciou na segunda-feira a formação de um longamente adiado novo governo dominado por aliados do Hezbollah, apoiado pelo Irã, fato que provavelmente causará alarme entre potências ocidentais.

REUTERS

13 de junho de 2011 | 12h29

Mikati foi nomeado para formar um governo depois de o Hezbollah e seus aliados terem derrubado em janeiro a coalizão do ex-premiê Saad al-Hariri, apoiado pelo Ocidente, em função de uma disputa envolvendo a investigação pelo tribunal apoiado pela ONU do assassinato do estadista Rafik al-Hariri, pai de Saad.

"Comecemos a trabalhar imediatamente segundo os princípios e bases com os quais já declaramos nosso compromisso diversas vezes, ou seja, defender a soberania e independência do Líbano e libertar os territórios que permanecem sob ocupação do inimigo israelense", disse Mikati, falando no palácio presidencial de Baabda.

A formação do gabinete vinha sendo dificultada por divergências políticas, incluindo desacordos quanto a cargos delicados.

Mohammed Safadi, o ex-ministro da Economia, foi nomeado ministro das Finanças e vai tentar melhorar as perspectivas de crescimento do Líbano, previstas para de 2,5 por cento este ano, tendo sido prejudicadas pelo impasse político.

Fayez Ghusn foi nomeado ministro da Defesa, e Marwan Charbel, ministro do Interior. A pasta de Telecomunicações, cercada de controvérsia em função de diferenças em torno da privatização do setor, foi entregue a Nicolas Sehnawi.

Hariri, que tem o apoio do Ocidente e da Arábia Saudita, se recusou a participar do governo de Mikati.

Tudo o que sabemos sobre:
LIBANOGOVERNONOVO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.