Líbano anuncia governo de unidade nacional

Hezbollah ganha poder de veto no gabinete; destino de armas da guerrilha opositora entra em discussão

Efe e Reuters,

11 de julho de 2008 | 10h48

Um novo governo de união nacional foi formado nesta sexta-feira, 11, no Líbano segundo determinou o acordo de Doha, firmado pelos principais líderes libaneses em maio, no Catar, para superar a crise interna do país. O Hezbollah e seus aliados passam a ter poder de veto no gabinete, como parte de um acordo para encerrar a crise política no país.   As principais tarefas do novo governo serão amenizar a violência político-sectária, adotar uma nova lei eleitoral (já predefinida no Catar) e supervisionar as eleições parlamentares de 2009. Agora, Suleiman deve convocar os líderes políticos para debater várias questões polêmicas, especialmente o destino das armas do Hezbollah, que além de ser um partido é uma guerrilha que sobreviveu intacta à guerra de 2006 contra Israel.   Um decreto presidencial determinou a formação do governo depois de uma reunião entre o primeiro-ministro, Fouad Siniora, e o presidente, Michel Suleiman, após várias semanas de disputas de cargos entre a minoria liderada pelo Hezbollah e a maioria governista, que tem apoio ocidental. Conforme acordo de 21 de maio, mediado pelo Catar, a oposição ficou com 11 dos 30 ministérios. Todas as decisões precisam ser aprovadas por pelo menos 20 membros do gabinete.   Adversários do grupo xiita dizem que nada mais justifica a manutenção dos armamentos depois da desocupação israelense do Líbano. O Hezbollah diz que o arsenal é preciso para dissuadir as "ameaças israelenses". O Hezbollah e Israel devem trocar prisioneiros neste mês.   O acordo permitiu que em 25 de maio o general Michel Suleiman fosse eleito presidente, cargo que passou meses vago. Mas desde então havia disputa pelos cargos. O Hezbollah propriamente dito terá apenas um ministério. Mas outros dez serão ocupados por seus aliados xiitas, drusos e cristãos, segundo fontes políticas.   A coalizão governista manteria 16 ministros, e os 3 demais serão escolhidos diretamente pelo presidente, de acordo com as mesmas fontes. Pessoas próximas a Suleiman devem receber as importantes pastas de Defesa e Interior.

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