Líbano enfrenta greve contra crise econômica no país

Criança de 9 anos é ferida nos protestos; trabalhadores protestam pelo aumento do salário mínimo

Efe,

24 de janeiro de 2008 | 14h07

Agricultores e motoristas libaneses, apoiados pela Confederação Geral de Trabalhadores do Líbano, protestaram nesta quinta-feira, 24, contra a situação econômica vivida pelo país, em meio ao temor de uma explosão de violência. Apesar de o Exército estar em estado de alerta para prevenir incidentes, uma criança de nove anos foi ferida por uma bala na região de Bekaa (no leste do país), quando um policial disparou para o alto após ser impedido de ir ao trabalho por um grupo de manifestantes. O menor está fora de perigo, após ter sido operado por causa de um ferimento no peito, e o policial se entregou à polícia, acrescentaram as fontes. As autoridades temem que os atos violentos ocorridos nos últimos dias em Beirute por causa dos cortes de energia elétrica se repitam neste dia de greve, que terminará às 18h hora local (14h em Brasília). Os sindicatos que organizaram a greve, ligados à oposição, afirmaram que a manifestação é pacífica, mas que não hesitarão em sair às ruas para reivindicar melhorias nas condições de vida. O presidente da Confederação de Trabalhadores, Ghassan Ghosn, disse que a greve é uma advertência ao governo para que atenda suas reivindicações, entre elas o aumento do salário mínimo de 300 mil para 960 mil libras libanesas (equivalentes a US$ 200 e US$ 640, respectivamente). As trocas de acusações entre a maioria e a oposição, e o medo de que a greve tome um caráter violento se devem à frágil situação do Líbano. O país está sem presidente desde novembro, devido à falta de acordo entre suas principais forças políticas.

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