Líbano enterra general assassinado; militares pedem unidade

As Forças Armadas libanesas pediram nasexta-feira, durante o enterro de um general assassinado estasemana, para que as facções políticas rivais do país coloquemsuas diferenças de lado. O brigadeiro-general François al-Hajj foi morto em umatentado com carro-bomba na quarta-feira, tornando-se a nonafigura de destaque do Líbano a ser assassinada em menos de trêsanos. Hajj é o primeiro oficial das Forças Armadas a ser morto.Os outros ataques tiveram por alvo pessoas contrárias à Síria. O militar, que mantinha boas relações com os aliados daSíria no Líbano, entre os quais o Hezbollah, era apontado paraassumir o comando das Forças Armadas no lugar do general MichelSuleiman, que pode ser eleito presidente do país peloParlamento no começo da próxima semana. "Em nome de nosso valioso sangue, conclamamos todos atomarem uma corajosa decisão histórica que nos levaria aaumentar a confiança e a comunicação entre os lados opostos e afazer com que cheguemos à reconciliação e ao consenso semprecondições", disse o major-general Shawki al-Masri, chefe doEstado-Maior das Forças Armadas, na missa fúnebre de Hajj,realizada em uma igreja ao norte de Beirute. Segundo Masri, "as mensagens sangrentas", tais como oassassinato de Hajj, têm por objetivo enfraquecer as fundaçõesdo Líbano, bem como os militares do país. Escolas, bancos e repartições públicas libaneses nãoabriram as portas, cumprindo um dia de luto. A morte do militaraumentou as tensões no Líbano, que enfrenta sua pior crisepolítica desde a guerra civil (1975-1990). Após semanas de discussões, as forças pró e anti-Síriaacertaram nomear Suleiman para a Presidência libanesa, cargovago desde o final do mandato de Emile Lahoud, no dia 23 denovembro. Líderes das facções rivais ficaram lado a lado na igreja deHarisa, onde ocorreu a missa. Centenas de pessoas lotaram aigreja. Entre essas, a mulher e os três filhos do generalmorto.

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