Líbano marca eleição presidencial para 13 de maio

O Parlamento libanês tentará eleger umnovo presidente no dia 13 de maio, informou o comandante doCongresso neste sábado. Será a 19 tentativa para realizar avotação, atrasada pela pior crise política no país desde aguerra civil, que durou de 1975 até 1990. O presidente do Parlamento, Nabih Berri, adiou a sessãopela 18 vez na última terça-feira, mas não apontou uma novadata. Em vez disso, pediu aos líderes rivais que negociassem.Porém, após os governistas não terem respondido a esse pedido,Berri, que é da oposição, estabeleceu a nova data. Uma fonte próxima a ele afirmou que o presidente doCongresso ainda tem esperanças de que a coalizão de maioriaatendesse ao pedido de negociação antes da sessão. Antes de eleger um novo chefe de Estado, a oposição quer umacordo para um novo governo e uma lei organizando a eleiçãogeral no próximo ano. Líderes da maioria dizem que um novopresidente deve ser eleito antes para presidir as conversasentre as partes rivais. A crise política paralisou boa parte do governo, deixando aPresidência vaga desde novembro e levando a atos de violêncianas ruas em um país que ainda se recupera da guerra civil. A Arábia Saudita e os Estados Unidos lideram um grupo denações árabes e do Ocidente que apóiam fortemente a coalizãogovernista de Beirute, enquanto a Síria e o Irã apóiam aaliança de oposição, liderada pelo Hezbollah. Os lados rivais acordaram que o chefe militar GeneralMichel Suleiman deve ocupar a Presidência, vaga desde o fim domandato do presidente pró-Síria Emile Lahoud, em novembro. Masa confirmação de Suleiman pelo Parlamento foi prejudicada peladisputa sobre a formação do gabinete após a sua eleição e umalei para as eleições parlamentares. O Congresso não pode se reunir para eleger um presidenteantes que ocorra um acordo entre os segmentos rivais, paraassegurar que haja quórum na votação. (Por Nadim Ladki; Edição de Philippa Fletcher)

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