Líbano retoma relação diplomática e reabre embaixada na Síria

Governo libanês anuncia reinstalará chancelaria no país vizinho depois de acordo para restabelecer laços

Agência Estado e Associated Press,

22 de agosto de 2008 | 10h45

O gabinete libanês aprovou formalmente nesta sexta-feira, 22, o estabelecimento de relações diplomáticas plenas com a Síria e a reabertura de sua embaixada em Damasco. Após uma reunião do gabinete, o ministro da Informação, Tarek Mitri, anunciou que a chancelaria libanesa foi orientada a dar seqüências aos procedimentos de abertura da representação no país vizinho. Ainda não foi divulgada nenhuma data.   Líbano e Síria anunciaram este mês o estabelecimento dos contatos diplomáticos - os primeiros desde que os dois países se tornaram independentes da França, na década de 1940. O acordo para o estabelecimento das relações diplomáticas foi fechado durante visita do presidente do Líbano, Michel Suleiman, a Damasco para reunir-se com o líder sírio, Bashar Assad. A viagem de Suleiman foi a primeira de um presidente libanês a Damasco em mais de três anos.   Durante a visita, os dois líderes concordaram em negociar finalmente a demarcação da fronteira, uma antiga exigência libanesa. A Síria controlou o Líbano durante quase 30 anos, até o início de 2005.   O gabinete libanês também aprovou nesta uma decisão de queixar-se formalmente perante a Organização das Nações Unidas (ONU) por causa de recentes declarações vistas como ameaças vindas de Israel. No início da semana, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, advertiu que o Exército de seu país será mais duro do que antes se o braço armado do Hezbollah voltar a atacar.   "Quem ouve as autoridades israelenses falando pode pensar que Israel despejou rosas sobre o Líbano durante sua última agressão", disse o primeiro-ministro Fuad Siniora sobre o conflito de 34 dias entre Israel e o Hezbollah em meados de 2006. Mais de 1.200 libaneses morreram na guerra - civis em sua maioria.

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