Líbano vive impasse na eleição presidencial

A oposição libanesa vai boicotar asessão parlamentar destinada a eleger o novo presidente dopaís, na sexta-feira, já que, segundo um dirigenteoposicionista, não houve acordo entre os líderes sobre osucessor do atual ocupante do cargo, cujo mandato termina nomesmo dia. A coalizão de governo disse na quinta-feira que participaráda eleição indireta para o sucessor do Emile Lahoud, umpolítico ligado à Síria. Mas, com o boicote da oposição, tambémpró-Damasco, não haverá o quorum mínimo de dois terços. Muitos temem que o fim do mandato de Lahoud, sem que hajaum acordo sobre seu sucessor, resulte em dois governos rivais,com violência num país que ainda se recupera da guerra civil de1975-90. Uma mediação francesa entre o governo pró-Ocidente e aoposição, que inclui o poderoso Hezbollah, fracassou. A eleiçãojá foi adiada quatro vezes. Lahoud diz que vai tomar alguma medida antes de deixar ocargo caso não haja acordo. Ele e a oposição consideramilegítimo o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora. Embora ele não tenha dito o que planeja fazer, uma dasopções é pedir a intervenção do Exército. "Mantenho minha posição de que este governo é ilegítimo einconstitucional. Se ele acha que pode ficar sem uma eleiçãopor causa do apoio exterior, isso trará catástrofes para o paíscedo ou tarde", disse Lahoud a uma delegação liderada peloHezbollah. "Portanto, mesmo que eu fique sozinho, há deveresque devo cumprir." (Reportagem adicional de Nadim Ladki, Yara Bayoumy eJonathan Wright)

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