Líbano volta a negar conversas de paz com Israel

Premiê libanês afirma que territórios libaneses ocupados por israelenses não requerem nenhuma negociação

Agências internacionais,

19 de junho de 2008 | 10h19

O governo libanês voltou a rejeitar o início de negociações de paz com Israel, apesar de o Estado judeu ter expressado sua vontade de iniciá-las. "A postura libanesa deve ser clara para todos: não há lugar para negociações bilaterais entre o Líbano e Israel", afirmou o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora. Veja também:  Entra em vigor o cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza Segundo Siniora, os territórios libaneses ocupados por Israel estão "sujeitos às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que não requerem nenhuma negociação". Além disso, o primeiro-ministro assegurou que "o Líbano não recebeu nenhuma mensagem, de lugar algum, por meio da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que efetuou na segunda-feira passada uma visita surpresa a Beirute. Siniora também, acrescentou que "o governo libanês não poupa esforços e não deixa passar oportunidades, há três anos, para pedir aos Estados amigos e à ONU que façam pressão sobre Israel para que se retire das Fazendas de Chebaa". O premiê lembrou que "Israel é obrigado a retirar-se dos territórios libaneses, em conformidade com as resoluções 425 e 1701 do Conselho de Segurança da ONU". A resolução 425, aprovada em 1978, prevê a retirada total israelense do território libanês, o que inclui as Fazendas de Chebaa, um território disputado por Israel, Síria e Líbano. Já a resolução 1701 pôs fim ao conflito de 2006 entre Israel e o grupo radical Hezbollah, ocorrido em território libanês.   O pedido de negociações com o Líbano foi feito por Israel em meio a uma intensa atividade diplomática na região, incluindo o planejado início, às 6 horas locais desta quinta (zero hora de Brasília), de um cessar-fogo na Faixa de Gaza entre o governo israelense e o grupo radical palestino Hamas, além de negociações - mediadas pela Turquia - entre Israel e a Síria para um amplo tratado de paz. O acordo incluiria a devolução das Colinas do Golan, ocupadas pelos israelenses em 1967. Olmert pode encontrar-se no dia 13 em Paris com o presidente sírio, Bashar Assad, paralelamente à cúpula de países europeus e mediterrâneos, indicou o governo francês.  Israel também está perto de fechar um acordo de troca de prisioneiros com o grupo xiita libanês Hezbollah, com quem travou uma guerra dois anos atrás. Segundo um esboço do acordo, mediado por um negociador alemão designado pela ONU, o Hezbollah entregará dois soldados israelenses capturados em 2006 em troca de quatro prisioneiros libaneses e dos corpos de dez militantes do grupo islâmico. Olmert também está envolvido em conversações de paz com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas. Os EUA querem que os dois lados cheguem a um acordo para a criação de um Estado palestino antes do final do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro.

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