Caren Firouz/Reuters
Caren Firouz/Reuters

Líbia exige fim de ataques aéreos da Otan antes de iniciar negociações

Posição de Kadafi não é negociável, diz primeiro-ministro; enviado da ONU chega para conversar

Reuters

26 de julho de 2011 | 14h23

TRÍPOLI - O primeiro-ministro da Líbia, Al-Baghdadi Ali Al-Mahmoudi, disse nesta terça-feira, 26, que seu país não iniciará diálogos sobre o fim do conflito com os rebeldes se a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não paralizar seus ataques aéreos contra as tropas e instalações do governo. Segundo ele, a liderança exercida pelo ditador Muamar Kadafi é inegociável.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia 

 

"Essa agressão (ataques aéreos) precisa parar imediatamente, sem isso não podemos ter um diálogo, não podemos resolver qualquer problema na Líbia", afirmou o premiê Al-Mahmoudi, em entrevista coletiva após encontro com um enviado da ONU que visita o país.

 

Questionado se ele havia dito ao enviado que a posição de Kadafi não seria negociada, Mahmoudi respondeu positivamente. O enviado da ONU Abdul Elah al-Khatib chegou a Trípoli diretamente após negociar com os rebeldes em Benghazi, na segunda-feira.

 

Os esforços para se chegar a um acordo para encerrar a guerra que dura cinco meses na Líbia se intensificaram à medida que Kadafi resiste aos esforços de rebeldes apoiados por ataques aéreos da Otan para tirá-lo do cargo.

 

A intervenção militar aérea foi aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) semanas depois do início do conflito para proteger os civis líbios dos ataques das tropas de Kadafi. As incursões, porém, têm se provado de grande ajuda para os insurgentes, que dizem estar encurralando o coronel na capital.

 

Leia mais:

linkOcidente abranda postura e enviado da ONU vai à Líbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.