Líbia fecha aeroporto de Benghazi após ataques antiaéreos

A Líbia fechou temporariamente o seu espaço aéreo sobre o aeroporto de Benghazi por causa de fogo antiaéreo pesado por islâmicos alvejando aviões teleguiados de reconhecimento dos EUA que sobrevoam a cidade, dias depois de o embaixador e três outros norte-americanos serem mortos em um ataque.

HADEEL AL SHALCHI, Reuters

14 de setembro de 2012 | 14h28

O fechamento do aeroporto gerou especulações de que os Estados Unidos estavam enviando forças especiais em preparação para um ataque contra os militantes que estiveram envolvidos no ataque.

Um oficial líbio disse que os aviões de espionagem sobrevoaram o complexo da embaixada e a cidade, tiraram fotos e inspecionaram locais de grupos radicais de militantes, que se acredita terem planejado e conduzido o ataque ao consulado dos EUA na terça-feira.

Militantes usaram armas antiaéreas para disparar contra os aviões, forçando as autoridades a fechar o aeroporto porque temiam pela segurança de aviões de passageiros.

"Dois aviões teleguiados norte-americanos sobrevoaram Benghazi na noite passada com o conhecimento das autoridades líbias", disse o vice-ministro do Interior, Wanis al-Sharif, à Reuters.

"Eles eram visíveis a olho nu, e foram atacados por armas antiaéreas usadas por milícias armadas."

O embaixador Christopher Stevens e os outros três norte-americanos morreram depois que homens armados atacaram o consulado dos EUA e um refúgio seguro em Benghazi, na noite de terça-feira.

O ataque, que autoridades norte-americanas acreditam que poderia ter sido planejado com antecedência, surgiu de um protesto que culpa os EUA por um filme que insulta o profeta Maomé.

Ali al-Shaikhi, porta-voz do Chefe do Estado Maior do Exército, disse que as forças aliadas ocidentais, que ajudaram rebeldes líbios a derrubar Muammar Gaddafi no ano passado, continuaram a voar aviões e jatos teleguiados sobre o espaço aéreo líbio para ajudar a Líbia a manter seu céu seguro.

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