Líbia vai rever contratos da ENI e quer ajuda para reconstrução

O governo da Líbia informou à empresa ENI, maior investidora no setor petrolífero líbio, que irá rever contratos assinados durante o governo de Muammar Gaddafi, e acrescentou que a companhia italiana precisará ajudar na reconstrução de cidades danificadas pela recente guerra civil.

MAHMOUD HABBOUSH, REUTERS

29 de dezembro de 2011 | 16h44

A ENI afirmou que o governo suspenderá apenas contratos de responsabilidade social, e não as operações petrolíferas, que representam 10 por cento do petróleo e 18 por cento do gás extraídos na Líbia.

"As companhias estrangeiras que trabalham na Líbia precisam provar aos líbios que foram parceiras da Líbia, e não de Gaddafi e do seu regime", disse o primeiro-ministro interino, Abdurrahim al-Keib, em nota.

"A ENI precisa provar isso desempenhando um papel notável na reconstrução de cidades que foram destruídas pelas forças de Gaddafi."

Keib disse também que a maioria das empresas petrolíferas assumiu posições negativas durante a revolta que derrubou Gaddafi neste ano.

Os contratos revistos foram assinados em 2006 e 2010.

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