Líder da Al-Qaeda oferece US$100 mil por morte de chargista

Em vídeo, al -Baghdadi convoca ' a luta e a guerra santa contra os inimigos' do Islã no início do Ramadã

Efe e Reuters,

15 de setembro de 2007 | 09h50

O chefe de um grupo liderado pela Al-Qaeda no Iraque ofereceu US$ 100 mil pelo assassinato do chargista sueco Lars Vilks devido ao desenho feito do profeta Maomé. O líder também ameaçou importantes empresas suecas se o país não se desculpar pela charge.   Veja também: Líder da Al-Qaeda no Iraque pede ataques durante Ramadã  Muçulmanos celebram o Ramadã"De agora em diante anunciamos a convocação pelo derramamento do sangue de Lars, que ousou insultar nosso Profeta. Durante este mês generoso, anunciamos uma recompensa no valor de 100 mil dólares para a pessoa que matar esse criminoso infiel", disse Baghdadi, em áudio de 31 minutos postado em um site islâmico neste sábado. "A recompensa subirá para 150 mil dólares se ele for sacrificado como uma ovelha."   Contatado pela Reuters, Vilks disse que não está levando a ameaça muito a sério, mas está em contato com a polícia.   "Essas pessoas representam uma parcela muito pequena de nossos muçulmanos. Elas trabalham com ameaças ruidosas", disse Vilks pelo telefone. "Mas é claro que não posso desconsiderar inteiramente uma ameaça como essa. Mantenho contato com a polícia regularmente." No mês passado, o diário sueco Nerikes Allehanda publicou o desenho de Vilks como parte de uma série que galerias do país haviam se recusado a exibir. O diário sueco Nerikes Allehanda publicou no mês passado o desenho, parte de uma série que galerias de arte na Suécia se negaram a exibir. O jornal divulgou a imagem, mostrando a cabeça do profeta no corpo de um cachorro, no que classificou como uma defesa da liberdade de expressão.   Por ocasião do início do mês sagrado muçulmano do Ramadã, Baghdadi disse que nesse período Deus ordenou, além do jejum, "a luta e a jihad (guerra santa) contra os inimigos". No ano passado, muçulmanos ao redor do mundo ficaram enfurecidos depois que um jornal dinamarquês publicou charges do profeta Maomé, posteriormente republicadas por outros jornais europeus.

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