Líder de oposição à Al-Qaeda morre em ataque no Iraque

Fontes policiais afirmam que número de mortos pode chegar a 14; mais de 26 ficaram feridos nas explosões

Efe e Associated Press,

07 de janeiro de 2008 | 08h25

Um duplo ataque suicida a bomba matou pelo menos seis pessoas, entre elas Riyad al-Samarrai, chefe de grupo local armado sunita patrocinado pelos Estados Unidos, e feriu pelo menos outras 26 na frente de um escritório de paramilitares sunitas contrários à Al-Qaeda em Bagdá, disseram testemunhas. Em outros incidentes no país, cinco pessoas morreram e outras 15 foram feridas.   O número de vítimas ainda é incerto por conta do conflito de informações. Um porta-voz do Exército americano afirmou que seis pessoas foram mortas e 26 feridas. Um oficial do hospital de Azamiyah's al-Noaman diz que sete pessoas morreram e 28 foram feridas. Porém, fontes policiais afirmam que as vítimas fatais são 14.   Num primeiro ataque, um homem-bomba detonou os explosivos que carregava na entrada do escritório no bairro nortista de Azamaiyah. Uma multidão acorreu ao local para cuidar dos feridos e resgatar os mortos, quando outro suicida explodiu um carro-bomba a poucos metros de distância, segundo o porta-voz militar de Bagdá, brigadeiro Qassim al-Moussawil.   Uma testemunha relatou que o homem-bomba aproximou-se de al-Samarrai - um antigo coronel da polícia -, o abraçou e provocou a explosão. Os grupos paramilitares financiados pelos EUA - predominantemente combatentes sunitas que se voltaram contra a Al-Qaeda e são conhecidos como "conselhos do despertar" - têm recebido crédito pela diminuição da violência em todo o Iraque desde julho. Mas eles estão cada vez mais se tornando alvos de terroristas, com seus escritórios e barreiras de checagem sendo constantemente visados.   No leste de Bagdá, uma bomba foi detonada na região de uma Universidade, matando quatro pessoas, incluindo um estudante, e ferindo outras 11, segundo fontes oficiais. Na capital, duas explosões mataram um civil e feriram quatro pessoas, incluindo três policiais.    No domingo, dia das Forças Armadas, um ataque suicida contra um quartel de Bagdá, onde os soldados estavam realizando sua festividade, matou nove recrutas.

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