Líder do Afeganistão toma posse e busca limpar reputação

Dignitários estrangeiros devem começar a chegar a Cabul na quarta-feira, véspera da posse do presidente afegão, Hamid Karzai, que tenta restabelecer sua reputação no Ocidente após uma eleição marcada por denúncias de fraude.

PETER GRAFF, REUTERS

18 de novembro de 2009 | 07h16

Segundo o Ministério do Exterior do Afeganistão, cerca de 300 dignitários internacionais participarão da cerimônia de juramento, marcada para a quinta-feira, no palácio presidencial em Cabul, incluindo 30 presidentes, vice-presidentes, primeiros-ministros e chanceleres.

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, o secretário britânico do Exterior, David Miliband, e o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner, confirmaram presença na posse de Karzai.

Outros países, como os Estados Unidos, não anunciaram quem será seu representante por questões de segurança.

O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, está próximo de tomar uma decisão sobre o envio de dezenas de milhares de soldados ao Afeganistão. A decisão pode ser anunciada logo após a posse, que levará o tumultuado processo eleitoral de três meses a um final.

A insurgência do Taliban tem ganhado força no país, e a segurança para a cerimônia em Cabul será extrema, com a presença dos jornalistas na posse de Karzai vetada.

O momento central da cerimônia deve ser o discurso de posse de Karzai, o qual autoridades ocidentais esperam que traga detalhes específicos de um programa de combate à corrupção.

"Gostaríamos de ver algum tipo de mapa, Queremos ver uma direção clara dada aqui", disse um diplomata europeu.

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