Líder do Hezbollah acusa EUA de provocar guerras no Oriente Médio

O Hezbollah lidera a oposição libanesa que, desde a renúncia de seis ministros, cinco deles xiitas

EFE,

04 de agosto de 2007 | 03h30

O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, acusou os Estados Unidos de tentar provocar mais guerras na região e de utilizar todos os meios ao seu alcance para atemorizar a oposição libanesa. "Os EUA tentam rasgar o Oriente Médio e criar conflitos na Palestina, Iraque e no Golfo, enviando bilhões de dólares em armas", disse Nasrallah na noite de sexta-feira, 3, num vídeo exibido a seus seguidores reunidos na cidade de Baalbeck. O Governo americano assinou acordos para fornecer armas a Israel, no valor de US$ 30 bilhões. Além disso, vai armar outros países da região, entre eles Egito e Arábia Saudita. Nasrallah acusou os EUA de usar "todos os meios para atemorizar a oposição libanesa", aparentemente numa referência à decisão do presidente George W. Bush de congelar os ativos de quem tentar derrubar o Governo libanês e ameaçar a estabilidade política do Líbano. O Hezbollah lidera a oposição libanesa que, desde a renúncia de seis ministros, cinco deles xiitas, em novembro, pretende derrubar o Governo do primeiro-ministro Fouad Siniora, que considera pró-ocidental. "O Líbano não pode viver sem a cooperação e a unidade de todos os seus filhos", acrescentou, ressaltando que está "disposto a discutir as armas da resistência dentro de uma estratégia nacional", mas "não antes da formação de um Governo de união". A oposição exige direito de veto num novo Gabinete, mas a maioria parlamentar rejeita a proposta. Nasrallah rebateu as acusações de que recebe ordens da Síria e do Irã, seus principais apoios. "Nossa opção é libanesa e buscamos proteger nosso país e nosso povo", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.