Líder insurgente é assassinado no Paquistão, dizem americanos

Exército dos Estados Unidos espera que morte de Dari Sedgai tenha impacto na rede Haqqani

Efe,

26 de janeiro de 2008 | 17h32

Um dirigente insurgente, Dari Sedgai, membro da rede fundamentalista Haqqani - ligada aos talebãs - foi assassinado por pistoleiros no Paquistão, informou em comunicado divulgado neste sábado, 26, o comando americano no Afeganistão. Sedgai foi surpreendido em uma emboscada no dia 16 de janeiro e morreu mais tarde em decorrência dos ferimentos sofridos, indica a nota. O dirigente da rede Haqqani é o terceiro a morrer nos últimos meses, após as mortes do mulá Sangin, em dezembro, e de Abdul Emanam, em outubro. Sedgai era encarregado de dar cobertura ao contrabando de armas e artefatos explosivos no caminho para o Afeganistão. O Exército americano espera que sua morte tenha impacto na rede controlada pelo insurgente Siraj Haqqani, que se encontra no Paquistão, disse o coronel americano David Anders. "Siraj Haqqani terá que dar diretrizes operativas diretas, em vez de se dar ao luxo de se esconder no Paquistão enquanto outros lutam por ele", o coronel acrescentou. Segundo o Exército americano, a rede Haqqani comete ataques como o realizado no luxuoso hotel Serena de Cabul, no qual morreram seis estrangeiros e dois afegãos. "Só podemos qualificar como covarde o que ocorreu no hotel Serena. Os ataques contra civis inocentes e desarmados são táticas terroristas para criar medo e dúvidas", disse Anders. Siraj Haqqani, um guerrilheiro pelo qual as tropas americanas oferecem uma recompensa de US$ 200 mil, é filho do guerrilheiro Jalaluddin, um combatente conhecido no Afeganistão por sua luta contra o Exército soviético durante os anos 80. 2007 foi o mais violento no Afeganistão desde o começo da Operação Liberdade Duradoura, com mais de 6.300 pessoas vítimas da violência.

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