Líder miliciano líbio processa ex-chefe de espionagem britânico

O líder de uma milícia líbia iniciou uma ação legal contra um ex-chefe da inteligência britânica, que ele acusa de desempenhar um papel vital na sua devolução ilegal para a Líbia para ser preso e torturado sob o governo de Muammar Gaddafi, disseram seus advogados em Londres.

PETER GRIFFITHS, REUTERS

31 de janeiro de 2012 | 11h56

Abdel Hakim Belhadj, que comanda uma das milícias mais poderosas da Líbia, está querendo indenização de Mark Allen, que era diretor de contraterrorismo no MI6, a agência de inteligência no exterior da Grã-Bretanha.

Belhadj e um segundo dissidente líbio, Sami al-Saadi, acusam Allen de cumplicidade em tortura, negligência e abuso de autoridade em cargo público.

"Estamos preparando essa medida incomum de preparar uma ação legal contra um indivíduo porque os documentos que temos em nossa posse sugerem que Sir Mark estava diretamente envolvido na rendição ilegal de nossos clientes", disse o advogado Sapna Malik, da firma Leigh & Day, que representa Belhadj e Saadi.

Um especialista no Oriente Médio educado em Oxford, Allen se aposentou do MI6 em 2004 e foi trabalhar para a empresa de petróleo BP e para o The Monitor Group, uma empresa de consultoria e investimento mundial.

Belhadj acusa Allen de ajudar na organização da operação que o levou de Bangcoc para uma prisão na Líbia em 2004.

Durante os seis anos em que ficou na prisão, diz Belhadj, ele foi torturado e espancado. Ele também acusa agentes norte-americanos e tailandeses de abusar dele quando foi detido em Bangcoc.

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