Sergey Ponomarev/AP/Arquivo
Sergey Ponomarev/AP/Arquivo

Líder militar de rebeldes líbios morre após ser afastado do front

Causa da morte não foi revelada; mais cedo, rebeldes disseram que Abdel Fattah Younes seria questionado

estadão.com.br,

28 de julho de 2011 | 15h57

Texto atualizado às 18h02

 

BENGHAZI, LÍBIA - O líder dos rebeldes líbios, Abdel Fattah Younes, morreu nesta quinta-feira, 28, de acordo com fontes ligadas aos rebeldes. Segundo a AP Younes foi morto por atiradores. Outras duas pessoas morreram com ele, de acordo com o líder do Conselho Nacional de Transição, Mustafa Abdul-Jalil.

 

A morte de Younes foi anunciada por Jalil em uma coletiva de imprensa em Benghazi, a capital rebelde. Segundo ele, o líder do grupo que estaria por trás do assassinato foi preso. Jalil não deu mais informações, contudo.

 

O anúncio foi feito horas após a revelação de que o líder militar rebelde teria sido preso. Younes havia sido chamado de volta do front de batalha contra as forças do ditador Muamar Kadafi, segundo a Reuters. O motivo do afastamento do líder militar rebelde não havia sido esclarecido. A agência disse apenas que ele estaria sendo "questionado".

 

'Conversas secretas'

 

Younes foi ministro de segurança de Kadafi e desertou em fevereiro, quando se uniu aos rebeldes nos confrontos militares contra as forças do ditador, que está no poder há 41 anos. De acordo com a agência, "circularam rumores de que ele era suspeito de ter tido conversas secretas com o governo de Kadafi".

 

A AP disse ainda que a família de Younes ainda teria relações com o ditador líbio. Uma fonte rebelde disse à Reuters que Younes foi chamado da cidade de Brega nesta quinta, mas que não podia revelar os motivos.

 

'Descontente'

 

Um importante membro do Conselho Nacional de Transição rebelde confirmou à Reuters que Younes estava em Benghazi, mas disse que ele havia retornado do front "descontente com a situação", e que as autoridades estavam tentando convencê-lo a retornar.

 

A casa de Younes no reduto rebelde de Benghazi foi fortemente vigiada por soldados que haviam bloqueado a rua e não permitiam a passagem de pedestres, disse a Reuters.

 

Com Reuters e AP

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