Líder rebelde admite que Gaddafi fique na Líbia, diz jornal

Muammar Gaddafi e sua família podem permanecer na Líbia como parte de um acordo político destinado a encerrar cinco meses de guerra civil, desde que abdique do poder, disse um dirigente rebelde em entrevista publicada na segunda-feira pelo Wall Street Journal.

REUTERS

25 de julho de 2011 | 10h17

Segundo Mustafa Abdel Jalil, caberia à liderança rebelde decidir em que lugar da Líbia e sob quais condições a família Gaddafi deveria permanecer.

Até agora, os rebeldes insistiam que Gaddafi deveria partir para o exílio.

"Gaddafi pode ficar na Líbia, mas haverá condições", disse Jalil, presidente do Conselho Nacional Transitório, com sede em Benghazi (leste). "Vamos decidir onde ele fica e quem o observa. As mesmas condições se aplicarão à sua família."

As declarações de Jalil ecoam comentários feitos nos últimos dias por autoridades dos EUA, da Itália e da França, admitindo a permanência de Gaddafi na Líbia, segundo o Journal.

Jalil disse também que os rebeldes vão manter sua ofensiva durante o mês sagrado islâmico do Ramadã, que começa no início de agosto.

"Esta guerra acabará de uma entre três maneiras", afirmou Jalil. "Gaddafi vai se render, ele vai fugir da Líbia, ou será capturado por um dos seus guarda-costas ou pelas forças rebeldes."

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