Líder sírio convida Obama para discutir paz no Oriente Médio

Presidente Bashar al-Assad diz que reunião com americano pode ser passo rumo a uma nova era na região

Reuters e Efe

03 de julho de 2009 | 08h07

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, fez um convite informal para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faça uma visita a Damasco para conversas, em um sinal de que as relações entre os dois países podem estar gradualmente se descongelando.

"Nós gostaríamos de dar as boas-vindas a ele na Síria, definitivamente", disse Assad à rede Sky News em uma entrevista transmitida na sexta-feira. "Eu estou muito certo disso", completou. O presidente sírio enfrentou problemas diplomáticos com os EUA quando o país era governado por George W. Bush, mas considerou que a reunião com Obama pode ser mais um passo rumo a uma nova era na região.

Questionado se um encontro poderia ocorrer a qualquer momento, Assad respondeu: "Isso depende dele". Sorrindo, acrescentou: "Eu vou pedir a você que leve o convite a ele".

Seus comentários ocorreram em uma descontraída entrevista em que Assad falava enquanto caminhava ao lado de sua mulher nascida na Grã-Bretanha.

Falando em inglês, Assad disse que se ele e Obama se encontrarem, isso não significa necessariamente que concordarão com todas as questões. "Qualquer cúpula entre dois presidentes é algo positivo", disse ele. "Isso não significa que você tem que concordar com tudo. Mas, quando você discute, é assim que você consegue superar as diferenças", acrescentou.

Segundo Assad, "é normal haver diferenças entre diferentes culturas, diferentes nações e Estados". O presidente sírio, entretanto, acredita que "os Estados Unidos têm um papel especial como a maior potência" e que o "presidente Obama deve visitar tantos países quanto puder a fim de fazer esses diálogos" e que esse eventual roteiro inclui a Síria. 

Os Estados Unidos adotaram medidas para iniciar um diálogo com a Síria depois que Obama assumiu, saindo da política de isolacionismo de George W. Bush, que colocou a Síria no "Eixo do Mal" junto com Irã, Iraque e Coreia do Norte.

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