Líder supremo do Irã critica política dos EUA no Oriente Médio

Aiatolá Khamenei chamou Hilary Cinton de 'vendedora de armas' e disse que americanos incitam violência

Efe e Associated Press,

17 de fevereiro de 2010 | 12h57

Autoridades iranianas criticaram duramente a postura dos EUA sobre o Oriente médio nesta quarta-feira, 17, culpando-os por incitar a violência e o terrorismo na região. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acusou a secretária de Estado, Hillary Clinton, de espalhar "mentiras" contra o Irã durante a viagem da americana pelos países árabes no Golfo Pérsico.

 

Khamenei disse que os EUA tentam assustar os países árabes difamando o Irã para vender-lhes armas de alto custo. "Agora, os americanos, mais uma vez, enviaram sua agente como uma vendedora ao Golfo Pérsico

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para espalhar mentiras", disse o aiatolá à televisão estatal. O líder não citou o nome de Hillary, mas fez referência à viagem da secretária à região.

 

Hillary disse em uma audiência em um colégio na Arábia Saudita na terça-feira que é responsabilidade dos vizinhos do Irã não permitir que a República Islâmica fabrique armas nucleares. A secretária também alertou que o governo iraniano estaria se tornando uma ditadura militar.

 

Outra autoridade iraniana que criticou os EUA explicitamente nesta quarta foi o ministro de Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki. O chanceler reprovou a política americana no Oriente Médio dizendo que eles são responsáveis pela propagação do extremismo, do terrorismo e da insegurança no mundo. "A crise econômica, a expansão do terrorismo, a insegurança e o extremismo no mundo são resultado das políticas dos EUA e de outras potências", ressaltou.

 

Também nesta quarta, o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, acusou as potências ocidentais, em particular os EUA e o Reino Unido, de fomentar o tráfico de drogas e o terrorismo na região. "A conduta dos grandes poderes não acaba com o terrorismo nem impede o narcotráfico. Pelo contrário, sua atitude contribui para expandir esse problema na região", afirmou o político conservador, citado pela imprensa oficial.

 

Irã e EUA romperam relações diplomáticas em abril de 1980, uma vez consolidado o triunfo da revolução e em plena crise pelo assalto à Embaixada Americana em Teerã, onde estudantes revolucionários retiveram 52 pessoas por 444 dias.

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