Líder supremo do Irã diz que apoiou ampliar prazo de conversas sobre questão nuclear

O líder supremo do Irã deixou claro nesta quinta-feira que ele apoiou o prolongamento das conversas sobre a questão nuclear com potências mundiais, protegendo a equipe de negociação de Teerã contra ataques de grupos de linha-dura por fracassarem em conseguir um acordo que poderia ter aliviado as sanções sobre o país. 

REUTERS

27 de novembro de 2014 | 11h43

O aiatolá Ali Khamenei também disse que caso as conversas, estendidas na segunda-feira por sete meses além do prazo de 24 de novembro, fracassarem, “o céu não vai cair” e que os Estados Unidos seriam os maiores perdedores se isso acontecesse. 

Após os dois lados terem perdido o prazo final para superar suas diferenças pela segunda vez neste ano, os iranianos enfrentam uma extensão de vários meses das sanções internacionais que têm prejudicado o padrão de vida do país. 

Mas Khamenei, a autoridade máxima do Irã em assuntos de Estado, disse: “Pelos mesmos motivos que não fui contra as negociações, também não sou contra a extensão."

Em comentários realizados em seu site na Internet, ele disse que os negociadores de Teerã eram “trabalhadores e sérios...(eles) de forma justa e honesta mantiveram sua posição contra palavras de força e achaques do outro lado, e, diferentemente do outro lado, não mudaram suas palavras todos os dias".

O Irã não quebraria, caso as negociações fracassassem, disse ele, porque tem uma “economia de resistência”, um termo frequentemente utilizado por ele para sugerir que a República Islâmica tem recursos para suportar qualquer pressão estrangeira. 

(Por Michelle Moghtader)

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