Líder supremo do Irã diz que questionar eleição é um crime--TV

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira que era um crime lançar dúvida sobre a eleição de junho, que a oposição diz que foi fraudada a favor do presidente Mahmoud Ahmadinejad, relatou a mídia estatal.

REUTERS

28 de outubro de 2009 | 16h15

Khamenei endossou a vitória de Ahmadinejad na eleição presidencial, que foi seguida por protestos da oposição e mergulhou o país na pior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979.

Khamenei disse nesta quarta-feira que a eleição foi feita e que o comparecimento foi grande, mas que as pessoas tinham "injustamente" ignorado isso.

"O líder... denominou o questionamento da eleição o maior crime", disse a televisão estatal em um relato sobre o encontro de Khamenei com cientistas em Teerã.

As autoridades iranianas descreveram as manifestações de rua pós-eleição, que foram contidas pela Guarda Revolucionária e uma milícia islâmica aliada, como uma tentativa apoiada pelo Ocidente para minar a República Islâmica.

"É claro que algumas pessoas dentro (do Irã) podem não estar cientes de que estão se comportando de acordo com os inimigos, mas essa questão não vai mudar a verdade", disse Khamenei, que tem a palavra final em todas as questões de Estado.

(Reportagem de Reza Derakhshi e Hossein Jaseb)

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