Líder supremo iraniano emite alerta à oposição reformista

O líder supremo do Irã emitiu um alerta à oposição reformista, acusando-a de violar a lei ao insultar o falecido aiatolá Ruhollah Khomeini.

PARISA HAFEZI E FREDRIK DAHL, REUTERS

13 de dezembro de 2009 | 11h54

O aiatolá Ali Khamenei, em discurso transmitido pela TV estatal, também afirmou que a oposição estimulou os inimigos do Irã a minar o sistema islâmico.

Referindo-se à controversa eleição de junho, que a oposição afirma ter sido fraudada em favor do conservador presidente Mahmoud Ahmadinejad, Khamenei declarou: "As eleições acabaram. Foram legais e eles não conseguiram provar suas acusações."

Mais cedo, a oposição expressou preocupação de que as autoridades estariam se preparando para pressioná-la, depois de a mídia oficial dizer que estudantes reformistas tinham rasgado uma foto de Khomeini durante um protesto na segunda-feira.

Khamenei disse que os protestos da oposição eram ilegais e estimulou as autoridades a identificarem "quem estava por trás do insulto ao imã Khomeini".

Sites reformistas sugeriram que o líder da oposição, Mirhossein Mousavi, pode ser preso, seis meses depois de sua derrota eleitoral lançar o Irã nas turbulências.

A TV estatal mostrou imagens do que teria sido um protesto da oposição com pessoas rasgando uma foto de Khomeini e saltando em cima dela durante protestos contta o governo, em 7 de dezembro.

Um protesto de estudantes naquele dia se transformou em um ato violento quando estudantes reformistas se confrontaram com forças de segurança.

Khomeini, que liderou a derrubada do xá apoiado pelos Estados Unidos em 1979, segue reverenciado no Irã. Ele morreu em 1989 e foi sucedido por Khamenei como líder supremo, a mais alta autoridade da teocracia iraniana.

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